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Geral SUSTENTÁVEL?

O desenvolvimento sustentável é realmente sustentável?

Uma sociedade consciente se fez através da educação e reflexão constantes. Este processo nos leva a questionar velhas práticas tidas como “normais”, buscar modelos alternativos e eficazes que diminuem consideravelmente o impacto ambiental e garante a nossa sobrevivência e a sobrevivência do planeta

04/07/2021 09h25 Atualizada há 3 semanas
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Por: Redação 4
Foto: Imagem da Campanha Autodestruição cedida pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal
Foto: Imagem da Campanha Autodestruição cedida pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal

 

Renata Santinelli

Neste segundo episódio da série que acompanha a campanha Autodestruição, traremos uma discussão sobre o que está por trás do desenvolvimento sustentável.

O texto é de autoria do ativista Taylison Santos e da Professora da UFPR Dra. Soraya Corrêa Domingues.

O ano de 2021 está marcado pelo assunto ESG (Environmental, Social and Corporate Governance) dentro de todos os setores do mercado mundial. O termo foi cunhado em 2004 em uma publicação pioneira do Banco Mundial em parceria com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e instituições financeiras de 9 países, chamada Who Cares Wins (Quem se importa, ganha) (EXAME, 2021).

Quando analisamos especificamente o “E” de Environmental, vemos que esse é mais um artifício do capitalismo para continuar lucrando através daquela máxima que foi impregnada na mente dos seres humanos, o tal do “desenvolvimento sustentável”. O que é importante que saibamos, é que não existe desenvolvimento sustentável onde há exploração dos recursos naturais, animais e humanos, ou seja, no capitalismo não existe desenvolvimento sustentável pois esse sistema usa todos os recursos já citados em detrimento do lucro de poucos.

Na busca de encontrar um equilíbrio (se é que isso é possível) diversas organizações atuam de forma coordenadas ou individuais em campanhas e projetos, a exemplo destes temos a agenda 2030 desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU), o ESG pelo Banco Mundial e a ONU, e o Livin Planet pela World Wide Fund for Nature (WWF), onde esses últimos desenvolveram um relatório sobre o planeta vivo em 2020, e como no próprio site da organização diz, “As conclusões do Relatório Planeta Vivo 2020 são claras. Nosso relacionamento com a natureza está em desequilíbrio”.

Ainda no Livin Planet, conseguimos observar um gráfico que demonstra a redução no tamanho da população de vida selvagem na Terra, ao logo dos últimos 50 anos. Fato que é alarmante na sua essência, mas que se torna desesperador ao se ter consciência de que em contrapartida a população de animais que vivem em situação de fazenda como vacas, porcos e galinhas, aumenta exponencialmente à quantidade de terras que são desmatadas pelos humanos. Em resumo, estamos perdendo a nossa biodiversidade de fauna e flora, em detrimento a produção de animais que se quer alimentam os mais de 820 milhões de pessoas que são atingidas pela pobreza e fome no mundo. Não seria mais lógico e mais sustentável usar as terras para produzir alimentos que geram no mínimo mesma carga energética e de proteínas, e ainda são naturalmente fertilizáveis pela natureza? Sim, seria, se os humanos não utilizassem agrotóxicos, químicos e outros tipos de métodos de plantios como o sistema único de cultura (onde não se faz a rotação entre os alimentos plantáveis em prol de mineralizar o solo organicamente).

Poderíamos ficar discorrendo horas e horas sobre os problemas ambientais, mas o mundo urge por pessoas que foquem em soluções, soluções que sejam aplicadas desde a micro esfera (individuais) até a macro esfera (o todo), e a melhor forma de fazer isso é através da educação, uma educação real, que seja aplicada com a intenção de formar pessoas que tomem ações conscientes ao logo da sua e existência no planeta Terra, que entendam que a todo momento estamos usando recursos naturais para sobrevivermos, e esses recursos são finitos, por isso precisamos aproximar toda e qualquer disciplina de ensino aos dispostos da Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, sobre Educação Ambiental.

Uma sociedade consciente se fez através da educação e reflexão constantes. Este processo nos leva a questionar velhas práticas tidas como “normais”, buscar modelos alternativos e eficazes que diminuem consideravelmente o impacto ambiental e garante a nossa sobrevivência e a sobrevivência do planeta.

E pela garantia de nossa sobrevivência harmônica, pacífica e duradoura com os animais e a natureza que todo primeiro domingo do mês aprofundaremos mais neste tema. Vem com a gente!

Para saber mais acesse: https://autodestruicao.com.br/

Na próxima semana vamos nos encontrar novamente com um tema pra lá de especial. Eu espero você!

Não se esqueça de interagir com esta coluna!!! Sugestões de temas podem ser enviadas para [email protected]

REFERÊNCIAS:

BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.   Diário   Oficial [da   República   Federativa   do   Brasil], Brasília, DF, 27 abr.1999.

BRASIL. Ministério da Educação - Base Nacional Comum Curricular (BNCC). - Governo Federal do Brasil, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf.  Acesso em 13 de junho de 2021.

DOMINGUES, S. C.; SANTOS, T. A. - Educação Ambiental E Ginástica: Um Movimento Pela Emancipação - Pluralidade de Saberes, Volume V, (2020)

EXAME. De onde surgiu o ESG?, 2021. Disponível em: https://invest.exame.com/esg/de-onde-surgiu-o-esg. Acesso em 13 de junho de 2021.

WWF. Living Planet Report. 2020. Disponível em: https://livingplanet.panda.org/pt-br/?_ga=2.138948144.222294369.1623082976-693840400.1621344484 Acesso em 13 de junho de 2021.

 

* As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião deste portal de notícias.

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Renata Santinelli, Presidente da ONG Anjos de Patas de Alfenas, vai trazer toda semana o tema da causa animal que será divulgada e discutida por quem atua na área e pode trazer mais informações ao leitores sobre o que é, e como agem os protetores de animais e porque a causa animal é tão importante em nossa sociedade na preservação e cuidados dos animais e garantia de seus direitos. Assistente de Campanhas para Animais de Fazenda do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.
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