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Política FURNAS E PEIXOTO

CRISE HÍDRICA E ECONÔMICA É TEMA DE REUNIÃO EM ALFENAS PROMOVIDA PELA ALAGO E AMEG

Reunião extraordinária promovida pelas associações teve a presença de autoridades locais, estaduais e federais discutindo a crise hídrica e o nível de água dos Lagos de Furnas e Peixoto

17/09/2021 20h58 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação 4
Reunião da ALAGO e AMEG reuniu mais de 50 prefeitos e importantes autoridades estaduais e federais para debater a crise hídrica e econômica no entorno do lago de Furnas/Foto: Gilson Leite
Reunião da ALAGO e AMEG reuniu mais de 50 prefeitos e importantes autoridades estaduais e federais para debater a crise hídrica e econômica no entorno do lago de Furnas/Foto: Gilson Leite

Américo Passos/Gilson Leite

Os impactos econômicos causados pela crise hídrica na região e a falta da manutenção da cota 762 para o Lago de Furnas e 663 para Peixoto, foram os principais temas discutidos por autoridades durante a reunião extraordinária da Associação dos Municípios do lago de Furnas (ALAGO) e Associação dos Municípios do Médio Rio Grande (AMEG) realizada em Alfenas nesta sexta-feira (17/09).

O presidente da ALAGO Djalma Francisco Carvalho ressaltou que o principal ponto é o retorno das águas por meio da cota 762 ao lago de Furnas e que com a reunião poderemos tratar de forma direta com a presidência da empresa.

Essa questão da cota 762 é uma guerra de muitas batalhas e vamos vencer enfatizou o presidente da Alago Djalma Carvalho/Foto: Gilson Leite

O lago de Furnas tem uma importância econômica não só para o Sul de Minas, mas para todo o Estado onde temos uma grande fonte de emprego e renda que está se exaurindo com está crise destacou Djalma Carvalho.

Fausto Costa, secretário executivo da ALAGO ressaltou a importância da reunião por ter conseguido reunir tantas autoridades para discutir um problema que afeta toda a região impactando diretamente nas atividades econômicas.

Nesta reunião reunimos mais de 50 prefeitos, deputados federais, estaduais além do presidente da Eletrobrás e de Furnas, que puderam ver de perto a situação que estamos vivendo devido a falta de água no lago que é uma questão de falta de gestão correta do reservatório enfatizou Fausto Costa.

O prefeito de Alfenas Luiz Antônio da Silva destacou que a discussão com Furnas é uma luta que dura mais de 50 anos e que o problema está no uso abusivo do lago para a geração de energia e a falta de investimento em geração de energia alternativa para aos poucos substituir a dependência da geração hídrica.

Furnas tem que investir na região para minimizar os efeitos da exploração do Lago de Furnas enfatiza Luiz Antônio/Foto: Gilson leite

Luiz Antônio da Silva enfatizou que se a empresa e o governo federal não se dispuserem a fazer investimentos na região que está sendo afetada não conseguiremos resolver a questão e a reunião não obterá os resultados práticos tão esperados.

O presidente de Furnas Clóvis Torres durante sua fala aos presentes na reunião iniciou pedindo desculpas pelas falhas da empresa nas gestões anteriores e que está aberto um canal de diálogo com a empresa para que juntos possam buscar soluções para as questões que afetam toda a região no entorno do lago.

Não conheço a região como deveria, mas vou conhecer e estar conversando com os prefeitos da região enfatizou Clovis Torres/Foto: Gilson Leite

A empresa está tomando medidas aprovadas pela diretoria como a reabertura do escritório de Furnas em Belo Horizonte, a substituição das balsas que são um importante meio de transporte em vários pontos do lago além de parcerias para a recuperação de nascentes e o reflorestamento de vários pontos do entorno do lago destacou Clóvis Torres.

O presidente da frente mineira de prefeitos (FMP) Alexandre Kalil destacou que sua presença na reunião é devido a ser uma reunião de trabalho e é o início de uma agenda que se inicia pela cota 762 com uma reunião com a ministra Carmem Lúcia no Supremo Tribunal Federal (STF) para defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 52/20, que prevê a cota mínima de 762 metros para o Lago de Furnas.

O governo federal tem que saber que está questão da cota 762 é uma posição da região e do povo de Minas Gerais enfatizou Kalil/Foto: Gilson Leite

Vamos trabalhar para buscar soluções e o que Minas Gerais tem que fazer é que nenhuma região do Estado fique abandonada, arquivado em gavetas. Furnas tem que mudar a forma de explorar o lago e desde que foi criado o lago no inicio trouxe muitos transtornos e lá de Belo Horizonte acompanhamos os problemas econômicos surgidos com o problema do nível do lago salientou Kalil.

Na reunião também estiveram presentes conforme informações da assessoria da Assembleia,  o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais Agostinho Patrus (PV), Alexandre Silveira (PSD) suplente de senador e diretor jurídico do Senado, os deputados estaduais Antônio Carlos Arantes (PSDB), Cássio Soares (PSD), Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), Professor Cleiton (PSB), Sávio Souza Cruz (MDB) e Ulysses Gomes (PT), além dos deputados federais por Minas Gerais Diego Andrade (PSD), Charlles Evangelista (PSL), Emidinho Madeira (PSB) e Mauro Lopes (MDB)

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