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MAIS UM OUTUBRO ROSA

O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente em mulheres em todas as regiões do país, sendo a principal causa de mortalidade por câncer em mulheres no Brasil

02/10/2021 00h03
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Por: Redação 4
Foto: Internet
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Guilherme Abraão

O movimento teve início no ano de 1990 em um evento chamado "Corrida pela cura", que aconteceu em Nova Iorque, para arrecadar fundos para a pesquisa realizada pela instituição Susan G. Komen Breast Cancer Foundation. O evento ocorria sem que houvesse instituições públicas ou privadas envolvidas. A medida em que cresceu, outubro foi instituído como o mês de conscientização nacional nos Estados Unidos, até se espalhar para o resto do mundo.

No Brasil, a primeira ação aconteceu em 2002, no parque Ibirapuera, em São Paulo. Com a iluminação cor-de-rosa do Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista. A partir de 2008, iniciativas como essa tornaram-se cada vez mais frequentes. Diversas entidades relacionadas ao câncer passaram a iluminar prédios e monumentos, publicando nas redes sociais, e transmitindo a mensagem: a prevenção é necessária.

As campanhas se consolidaram, ganharam espaço em todas as mídias, acompanhado de alertas para que mulheres procurem serviço de saúde e façam autoexames regularmente e setores da saúde criaram estratégias de combate ao câncer de mama. Afinal, com mais acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento, a chance de sucesso nessa luta é bem maior.

O câncer de mama, assim como todos os demais tipos de câncer, acontece devido a uma alteração genética que pode ocorrer por hereditariedade ou por condições externas relativas ao estilo de vida, alimentação e exposição a elementos cancerígenos, entre outros fatores.

A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que, em 2021, sejam diagnosticados 66 mil novos casos. O câncer de mama é o que mais mata mulheres. Ele também é o mais comum entre elas quando desconsiderado o câncer de pele não-melanoma, um câncer muito comum causado pela exposição excessiva ao sol.

Mas nem tudo são flores, ainda temos dados alarmantes, uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasco) realizada em parceria com o Instituto Datafolha revelou dados preocupantes em relação à falta de prevenção da saúde sexual e reprodutiva da mulher: pelo menos 6,5 milhões afirmaram que não costumam ir ao ginecologista-obstetra, 4 milhões nunca foram a uma consulta e pouco mais de 16 milhões de mulheres não se examinam com esse especialista há mais de um ano.

O estudo, também chamou atenção para a média de idade da primeira consulta, considerada alta ou melhor tardia. As mulheres têm procurado somente a partir dos 20 anos pela especialidade e, normalmente, a gravidez ou a suspeita dela são as principais razões da ida. Entre as mulheres que procuraram pelo ginecologista, destaca-se o atendimento feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), procurado por quase 60% delas.

Os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são nódulo (caroço) fixo e, geralmente, indolor; mudança na posição ou formato do mamilo; vermelhidão, retração ou aparência de casca de laranja na pele do seio; saída espontânea de líquido pelo mamilo e caroços no pescoço ou axilas, ao perceber algum deles procure o serviço de saúde.

Merece destaque que mulheres que possuem história de câncer de mama na família, principalmente em parentes de primeiro grau (mãe e irmãs), devem procurar acompanhamento médico e realizar a mamografia anualmente a partir dos 35 anos de idade.

O câncer não afeta só a paciente em tratamento, mas todos os seus entes mais próximos, uma vez que o tratamento modifica quase toda a dinâmica do casal e da família. O afeto familiar, dá força às mulheres com câncer de mama a lutar contra a doença, e as ajuda a aceitar melhor esse processo, e que quando recebem este suporte se sentem acolhidas e mais seguras, pois, além de ter seu próprio sofrimento em relação ao tratamento que terão que enfrentar se preocupam também com o sofrimento dos familiares.

O apoio e acolhida dos familiares e até de amigos/as são eficientes auxiliando no sentido de minimizar danos e perdas no processo do câncer de mama aumentando o bem estar emocional ou mitigando os efeitos negativos, como ansiedade, depressão, medo, situações que atrapalham no tratamento e na recuperação.

O câncer de mama abala toda a família, necessitando a família também ter suporte social para enfrentar todas as mudanças que o câncer acarreta, e para vencer essa terrível doença juntos/as.

Artigo em memória a minha saudosa avó Angelina, uma das milhares de vítimas desta doença.

 

* As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião deste portal de notícias.

 

 

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