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Saúde COVID-19 EM ALTA

Uma semana de Onda Roxa em Minas Gerais foi insuficiente para reverter o quadro epidemiológico, aponta estudo da UNIFAL-MG

Dados do boletim INDCOVID mostram que os casos da doença continuam em alta mesmo após as restrições impostas pelo protocolo do Minas Consciente

26/03/2021 16h00 Atualizada há 3 semanas
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Por: Redação 4
Mesmo coma implantação da fase mais restritiva do Minas Consciente com a Onda Roxa os indices de contaminação por Covid-19 continuam altos em todos o estado/Foto: Reprodução Freepeak
Mesmo coma implantação da fase mais restritiva do Minas Consciente com a Onda Roxa os indices de contaminação por Covid-19 continuam altos em todos o estado/Foto: Reprodução Freepeak

Da Redação

Em suplemento ao boletim de indicadores de Covid-19 divulgado nesta quinta-feira, 25/03, após uma semana de Onda Roxa, pesquisadores da UNIFAL-MG afirmam que a situação epidêmica da Covid-19 em Minas Gerais não foi revertida, assim como o cenário da região sul de Minas.

De acordo com o estudo, liderado pelo epidemiologista e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Sinézio Inácio da Silva Júnior, já era esperado que apenas uma semana não fosse suficiente para mudar o quadro epidemiológico. “Coerente com o pouco tempo decorrido de vigência da Onda Roxa em Minas Gerais, uma semana após a implantação da medida, o quadro epidemiológico geral não apenas não melhorou, como teve piora”, avaliam no estudo.

Segundo os pesquisadores, os números mostram índice de 33% de isolamento social vivido no estado e 32% na região sul de Minas.  O boletim destaca que são necessários índices acima de 60% para que seja constatada maior efetividade no controle e diminuição dos casos.

(Imagem: captura de tela – Tabela 1 – Suplemento do Boletim IndiCovid nº14)

“Após uma semana de Onda Roxa, há tendência de crescimento de casos, internações e óbitos na região sul do estado. Na regional de Alfenas, houve crescimento na média semanal de casos e internações em relação à situação de estabilidade verificada no primeiro dia de onda roxa (17/03/2021) e o crescimento de mortes foi o maior entre as regionais”, alerta a equipe responsável pela pesquisa.

O estudo apresenta como aspecto positivo, somente a tendência de internações para o estado, que manteve em estabilidade. No entanto, os pesquisadores observam que essa estabilidade no quadro é de superlotação, o que ainda é considerado extremamente grave.

Nenhuma das 14 regiões mineiras apresentou tendência de diminuição de casos, após a primeira de Onda Roxa, o que na avaliação dos pesquisadores pode ser interpretado como uma “leve piora”.  “A região Triângulo Norte no primeiro dia da Onda Roxa apresentava tendência de diminuição da curva de casos, mas uma semana depois essa tendência se reverteu para estabilidade.

Exatamente as únicas três regiões do território mineiro que se apresentam em estabilidade e não crescimento (Noroeste, Triângulo Norte e Sul), são justamente aquelas que recentemente vivenciaram as situações mais dramáticas antes da Onda Roxa”, ressaltam os pesquisadores.

Conforme análise, nessas regiões, já tinham sido adotadas as medidas de prevenção mais rígidas antes da onda roxa, dessa forma, elas vivenciam agora uma melhora no ritmo do contágio.

“Nas outras 12 regiões de Minas Gerais e no estado como um todo, o ritmo do contágio segue crescendo. Desde o início da Onda Roxa até uma semana depois, entre os dez municípios com as maiores populações sul-mineiras, observamos que apenas Varginha não piorou em aumento de casos novos, mantendo-se na situação de uma semana atrás.”

O balanço da primeira semana da Onda Roxa mostra ainda que considerando toda a região sul-mineira, é possível observar que dos seus 154 municípios (100%), 100 (65%) municípios pioraram a situação em número de novos casos, 7 (5%) ficaram na mesma situação e 47 (30%) melhoraram.

(Imagem: captura de tela – Tabela 2 – Suplemento do Boletim IndiCovid nº14)

Na região sul de Minas, registrou-se o aumento de 39% na média semanal de casos nesse período entre o início da Onda Roxa e uma semana depois. “Desde o último dia 21 de março, o sul-mineiro vem quebrando sucessivos recordes de média semanal de novos casos, marcando uma semana depois de iniciada a Onda Roxa o valor do recorde atual de 1.301”, enfatizam os pesquisadores.

Os boletins semanais integram o projeto de Iniciação Científica “Indicadores Covid-19”, cujo objetivo é verificar o perfil epidemiológico e possíveis correlações entre parâmetros de saúde e a evolução da doença nacional e regionalmente, bem como monitorar o número de casos confirmados, recuperados, internados e óbitos.

Coordenado pelo pelo epidemiologista Sinézio Inácio da Silva Júnior, o projeto conta com a participação das pesquisadoras Ana Carolina Carvalho da Silva, acadêmica do curso de Farmácia, e Ana Clara Figueredo Dias, do curso de Biomedicina.

Acesse o boletim completo aqui.

As edições do boletim são divulgadas semanalmente e podem ser acessadas no endereço: https://www.unifal-mg.edu.br/portal/indicadores-covid-19/.

Fonte: DICOM/UNIFAL-MG

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