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Geral 30 DE MARÇO

ELES ACREDITARAM...

Pode a esdrúxula imprensa e a esquerdalha botar o rabinho no meio das pernas no falso furo que deram, guardar as boinas mofadas e com cheiro de naftalina e os broches de Che Guevara descascados e enferrujados e voltarem-se ao seu dia-a-dia das “notícias” da pandemia com suas falsas e fantasiosas narrativas.

02/04/2021 09h40 Atualizada há 2 semanas
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Por: Redação 4
Foto: Internet
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Victor Corrêa

No dia 30 de março último, os principais jornais da imprensa do ódio mobilizada em tirar o presidente da República Bolsonaro amanheceu entusiasmada em todas as plataformas dando a bomba de que os comandantes militares haviam renunciado "pela primeira vez na história" (folha de S. Paulo, usada em sua forma impressa para forrar lata de lixo, sem ofensa ao lixo) em confronto à ele por ter "tirado" do cargo o ministro da defesa, o que demonstraria um já forte movimento das tropas retirando o apoio ao presidente, um dos seus dois pilares de sustento junto ao outro: o povo.

Bolsonaro se antecipando, os demitiu para não passar vergonha, mas a crise se instalara. Essa a propalada pantomina descrita pela mídia nazista. A esquerdalha teve orgasmos de euforia de imediato se posicionando ao lado dos comandantes militares que pronunciaram uma nova revolução, se mostrando soldados de carteirinha desde nascença e correram a buscar em seus armários boinas verdes carcomidas por traças e botons enferrujados com o dístico "viva Che". Como dizia o antigo humorista em um de seus famosos bordões: "eles acreditaram...".

Bom, primeiro que ao contrário do que quis fazer crer a imprensa nazista, não foi a primeira vez na história tupiniquim que isso aconteceu, muito pelo contrário, a ÚLTIMA foi quando em 1977 o general presidente Ernesto Geisel demitiu o então todo poderoso ministro do Exército Sylvio Frota considerado linha duríssima e o Rasputin caboclo do sistema e intocável.

A realidade é que tudo não passou de um mero e simples ato administrativo inerente ao exercício do presidente da República de uma sua prerrogativa e função; é seu exclusivo direito e obrigação quando entender necessário.

Agora, óbvio é que o ministro da defesa fez alguma coisa que foi em confronto às diretrizes estabelecidas por Bolsonaro e isso pouco importa o que foi e em que grau. Ele é o maestro e quem não toca a música de acordo com ele tem de ser substituído. Pronto.

Isso ocorrerá em qualquer esfera ou natureza de governo e até mesmo em empresas privadas ou públicas; ou até em brincadeiras de crianças, quem não quer jogar o jogo vai procurar sua turma. Isso é a coisa mais normal que existe. Daí a se imaginar uma revolta é coisa de quem torce para isso.

Some -se que desde que D. Pedro I criou o Exército brasileiro com tropas leais a ele e o foi profissionalizando e capacitando, até recentemente tivemos altos e baixos e um traço sempre permeou sua história que foi se intrometer na política e no governo do Brasil.

Ao cabo da Guerra da Independência em que estava bastante bem estruturada e equipadas e já com uma formação escolar bastante aprimoradas, com a abdicação de D. Pedro I as Forças Armadas foram esvaziadas tanto em seu efetivo como no poder, até para se evitar uma alentada volta do Imperador, o que implicou na sua falta ao governo regencial para combater as rebeliões que estouravam no país e mostrou-se fundamental que o Regente (Pedro II era ainda um infante) partisse para uma efetiva reestruturação do Exército Imperial e logrando inúmeras vitórias sobre as guerras civis nas províncias e enorme prestígio às Forças Militares, culminando com a vitoriosa e estrondosa campanha na Guerra do Paraguai e a construção de mitos e ídolos como ressaltam o Duque de Caxias e o Almirante Barroso.

Apesar de um novo declínio com o perecimento desses líderes, acabou que mesmo reduzidas as Forças Armadas que restaram e inspiradas por ideias republicanos derrubaram a monarquia e instalaram a república brasileira comandada por sucessivos presidentes militares e que ficou conhecida como República da Espada.

De lá para sempre estiveram intimamente ligados ao poder e aos destinos da nação, com movimentos como o conhecido “Tenentismo”; na Intentona Comunista; na sustentação ao governo Getúlio; em candidaturas à presidência e no próprio exercício da presidência da República com presidentes oriundos da caserna.

O Golpe de 1964 que instalou explicitamente o regime militar e governou o Brasil por 21 anos tem raízes sólidas nessa Nova República da era Vargas e no tenentismo. Fundamental se lembrar que Getúlio foi entronizado no Poder como líder de uma Junta militar para governar o país, conhecido o episódio em que fardado amarrou seu cavalo no Obelisco da Av. Rio Branco no Rio de Janeiro coroando a vitória na Revolução de 30 e gostava durante seu governo de sempre se apresentar fardado.

Com isso, nossa história como país independente esteve sempre umbilicalmente ligado à história de nossas Forças Armadas, criando no inconsciente do povo a ideia do desenvolvimento político assegurado por elas.

Sempre que se apresenta uma conturbação no nosso cenário político surgem as ideias da busca da salvação através dos “militares”, vindo do fundo do inconsciente coletivo de nosso povo que a isso se acostumou como pretensa solução que sempre foi ministrada nos bancos escolares.

Porém, após a redemocratização com a saída do último general-presidente João Batista de Oliveira Figueiredo que “preferia o cheiro de seus cavalos do que o do povo”, o evento das “Diretas Já” e a nova e atual Constituição de outubro de 1.988, a Constituição Cidadã, isso deixou de permear o imaginário de nossos militares.

Nesses últimos trinta anos eles verdadeiramente se profissionalizaram no sentido de voltar-se às suas finalidades precípuas; se capacitaram em todos os sentidos, até além dos catecismos militares próprios, mas também adquirindo formação e especialização em todas as áreas do conhecimento.

São efetivamente de um nível superior que nunca houve antes na história do Brasil (observe -se por exemplo que Bolsonaro, ao contrário do que muitos imaginam ser um bronco ignorante, tem dois cursos superiores, além de ter se formado na AMAN como cadete do Exército, onde é concedida uma formação sólida que podemos considerar por seu primor, dificuldade e profundidade com um nível mais do que oficialmente de graduação, mas a rigor de pós graduação).

Mais ainda, durante esse período, se investiu sobremaneira na compreensão da necessária hierarquização das tropas, o que significa dizer no respeito às ordens e subordinação estrita e irrestrita aos superiores. Contrariamente ao que caracterizou a sua história com sublevações constantes como, por exemplo, de sargentos, tenentes, coronéis, etc.

Até com vaidades incontidas de quem começava primeiro e seria o pai da revolta para entrar na história. Veja-se o golpe de 64: estava tudo preparado e os militares só esperando a ordem do Marechal Humberto de Alencar Castello Branco que estava hesitante em tomar a decisão, então o folclórico general Olímpio Mourão Filho na madrugada de 1° de abril de 1964 dentro de um tanque de guerra e à frente de suas tropas sediadas sob seu comando em Juiz de Fora decidiu partir para o Rio de Janeiro e o movimento foi deflagrado.

Observe-se a nítida quebra de hierarquia que enfureceu muitos dos comandantes militares de então, mas enfim alea jacta est. Dois anos depois quando Castello Branco quis devolver o governo aos civis, novo desrespeito à hierarquia e a Junta Militar não aceitou e oportunamente o presidente da República e comandante em chefe das forças militares e da própria Junta Militar morreu em um acidente de avião até hoje não bem esclarecido; daí vivemos em um estado de exceção até 1985.

Isso acabou e os militares se tornaram essa força coesa, evoluída, preparada e capacitada a exercer suas funções nos limites de nossa Constituição, ou seja, não para governar e sim para ser o fiel da balança na garantia da lei e da ordem. Por mais paradoxal que pareça, não precisam agir como outrora, basta a possibilidade de que possam agir na defesa do estatuído na Constituição, na defesa do governo legitimamente investido.

Se o presidente da República ao trocar o comando das Forças Armadas matou o saci no ninho, mostrou sua habilidade em comanda-las e de exercer suas funções e prerrogativas tanto como presidente da República como Comandante Supremo delas.

Lado outro, se os comandantes militares enunciaram se demitir em lealdade ao ministro da defesa demitido ou para dar total liberdade ao presidente para reorganizar as tropas, tanto faz; mostraram que estão devidamente formados e hierarquizados de acordo com os novos tempos.

O fato é que comunicaram ao presidente com antecedência dando-lhe o ensejo de demiti-los sem desprestigiar ou denegrir seu comando supremo em sinal de maturidade e preparo conforme comentei acima.

Portanto, para desespero da imprensa nazista e da pobre e podre esquerdalha, tudo foi normal e mostra a coesão em volta de Bolsonaro, inversamente ao que quiseram fazer crer e comemorar.

Como disse o carcomido e anacrônica múmia paralítica Zé Dirceu, eles erraram ao não aparelhar as tropas quando tiveram oportunidade. De uma certa forma é verdade, mas na realidade nada mais que uma grande MENTIRA, mais uma, porque tentaram e só não conseguiram.

Como dizia Getúlio Vargas, deixaram passar o cavalo encilhado da história e não montaram nele. Perderam. A casa caiu. Não adianta ladrar depois que a caravana da história passou. Mas o “choro é livre” e as ameaças pretéritas pura bazófia de, como se dizia, despeitados.

Pode a esdrúxula imprensa e a esquerdalha botar o rabinho no meio das pernas no falso furo que deram, guardar as boinas mofadas e com cheiro de naftalina e os broches de Che Guevara descascados e enferrujados e voltarem-se ao seu dia-a-dia das “notícias” da pandemia com suas falsas e fantasiosas narrativas.

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DIREITO E REALIDADE / Breves divagações sobre o Direito e a realidade que nos cerca
Sobre DIREITO E REALIDADE / Breves divagações sobre o Direito e a realidade que nos cerca
VICTOR CORRÊA DE OLIVEIRA, Promotor de Justiça em Minas Gerais por quase 30 anos, aposentado; professor de Direito da UNIFENAS por quase 25 anos, ministrou as cadeiras de Introdução do Estudo do Direito, Direito Civil e Direito Penal; Juiz de Direito concursado em Minas Gerais em 1.992. Formado em Direito na PUC/SP, cursou Engenharia Mecânica na UNIFEI e jornalismo na PUC/SP. Manteve uma coluna sobre Direito no Jornal dos Lagos e outros jornais da região por vários anos.
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